quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lançamento: PAU-BRASIL:

SEXTA-FEIRA, 19 JUNHO 2010, ÀS 15H00
BIBLIOTECA FNLIJ PARA JOVENS
PAU-BRASIL
de Luís Pimentel
Ilustrado por Mauricio Negro
Editora Moderna


Fiz uma série de personagens fantásticos tradicionais brasileiros, como o Saci e o Boto, a pedido da Editora Moderna. Por coincidência, alguns deles eu havia já rabiscado para uma outra encomenda. Como não puderam ser aproveitados, utilizei a mesma abordagem para desenvolver todas as demais figuras que constam do livro PAU-BRASIL, que também será lançado no 12º Salão FNLIJ para Crianças e Jovens.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS: Lançamento!

Os contos folclóricos, coletados em 2005 e reunidos nesta coletânea, mais do que o esforço de preservação das nossas tradições populares, são peças de raro brilho literário. Alguns encontram ressonância na Índia dos Vedas; outros, no Egito dos faraós. Há, ainda, os que trazem retalhos da mitologia greco-romana ou de narrativas da Bíblia. Portanto, é impossível pôr em dúvida sua “ancianidade veneranda”, como costumava dizer mestre Câmara Cascudo. Diversão para crianças, entretenimento para os adultos após o trabalho, o conto folclórico conserva, também, informações de hábitos, costumes, ritos e mitos aparentemente desaparecidos ou esquecidos.

LANÇAMENTO: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
de Marco Haurélio
Ilustrado por Mauricio Negro
Dia 5 de maio, quarta-feira, a partir das 19h00
Local: Livraria Cortez
Rua Bartira, 317 Perdizes
Tel.: (11) 3873 7111
São Paulo SP

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Catálogo BIB 2009

Recebi o catálogo da 22ª Bienal de Ilustração de Bratislava 2009, do qual participo novamente, na companhia de 15 colegas brasileiros. A ilustradora brasileira Ciça Fittipaldi foi jurada nessa edição, que reuniu 37 países representados por seus respectivos artistas. Os brasileiros selecionados para o catálogo e exposição foram: Alcy Linares, Cris Eich, Guto Lins, Mario Bag, Mauricio Negro, Silvia Amstalden, Cristina Biazetto, Salmo Dansa, Elma, Ana Terra, Ellen Pestili e Thais Linhares. Eis aí o Brasil marcando boa presença.

Para a mostra expositiva enviei trabalhos pirogravados feitos originalmente para dois livros. Um sobre nossa herança africana e outro, de temática indígena. No catálogo foi publicada uma ilustração do livro A PALAVRA DO GRANDE CHEFE, reconto ilustrado cujo texto divido com o escritor Daniel Munduruku .

É visível a amplitude crítica na curadoria da excelente Bienal de Bratislava. Sobretudo diante da percepção do olhar estrangeiro, muitas vezes à margem dos grandes centros de produção literária. Essa saudável orientação é similar à amplitude cultural proporcionada pelo consagrado Noma Concours for Picture Book Illustrations no Japão ou mesmo pelo nascente e promissor CJ Picture Book Festival na Coréia. As crianças e autores de todo o mundo agradecem. É necessário lembrar que aos habitantes do hemisfério sul é preciso uma dose extra de paciência, determinação, qualidade, suor e investimento para participar das grandes festas da literatura infantil mundial. Portanto, toda abertura merece ser celebrada e incentivada. Obrigado, Brastislava! Ou melhor, Vďaka Brastislava!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Assim caminha a Humanidade?


A Conferência do Clima na capital dinamarquesa terminou com um acordo sem metas e sem eco. As definições foram empurradas para o ano que vem, para o próximo encontro no México. Mais uma vez, nossos pequenos líderes pouco fizeram. Os interesses econômicos e corporativos, ao que parece, permanecem soberanos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PROMOÇÃO: BESOURO EM OUTRAS HISTÓRIAS

As lendas sobre a vida de Besouro são muitas, sempre existe uma que ainda não foi contada. Por isso, no concurso cultural “Besouro em outras histórias” você poderá relatar uma aventura vivida pelo herói Besouro com suas palavras, contando “casos e histórias” desse que se transformou em uma lenda da capoeira. Para participar, basta enviar a sua história descrevendo a aventura do mestre capoeirista Besouro. A história deverá ter no máximo uma lauda e o vencedor do concurso será escolhido por uma comissão julgadora. As inscrições serão aceitas até o dia 21 de Dezembro de 2009 e só poderão ser feitas por e-mail. A história vencedora será postada no blog do livro FEIJOADA NO PARAÍSO e ganhará um kit contendo: Camisa, Card Game, Par de convites para o filme BESOURO, um Berimbau e o livro FEIJOADA NO PARAÍSO. Envie o seu conto para: mkt4@nucleodaideia.com.br

Regulamento AQUI.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MAIS SOBRE A FLIMT

Participar da Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT) em 2009 foi muito significativo. Faço votos para que o evento aconteça novamente em 2010. Compartilhamos momentos de muita emoção, troca, entusiamo, amizade e idéias. A repercussão foi grande. Deu matéria até no Pune Mirror, lá na Índia! A Literatura Indígena, a despeito das convenções culturais asfixiantes, precisa ser compreendida de uma forma mais ampla. Narrativas cifradas insinuam-se no som dos maracás, na fala hipnótica dos pajés, nas pinturas corporais, na lógica dos adornos plumários, na fumaça ascendente do caximbo e nas interpretações teatrais ao pé da fogueira. Tudo isso é literatura indígena. O território da narrativa nativa é de outra natureza.

Tridimensional, performática, cênica, mágica, atemporal e envolvente. Para que toda essa riqueza possa migrar da tradição original para a bidimensionalidade do papel, seja no texto ou na representação gráfica, será sempre necessário que cada autor saiba manejar com certa destreza os recursos das duas tradições. O benefício será de todo e qualquer leitor ouvinte de espírito aberto.

A literatura indígena pode revelar a lógica da circularidade das suas idéias, ações, histórias e princípios. Suas narrativas, recontadas geração após geração, confirmam suas identidades e os sentidos da existência. Educação, assimilada por esse prisma, difere bastante do modelo vigente nas escolas formais. É mais formativa, no sentido ético e estético. Não oferece apenas informações específicas e compartimentadas, com vistas à uma carreira profissional futura. Bem mais do que isso, prepara o jovem para assumir um papel integral e contextualizado. Preocupa-se, inclusive, com seu caráter. A coletividade depende dessa transmissão orgânica de saberes entre os mais velhos e os mais jovens. Nas palavras de Manoel Moura Tukano, presidente da Federeção Indígena pela Unificação e Paz Mundial (FIUPAM): "Miserável é aquele que quer ser mestre, sem nunca ter sido discípulo".