Ilustrado por mim e com projeto gráfico compartilhado com Eduardo Okuno, o livro foi também lançado durante o 12º Salão FNLIJ para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro.

Recontado e ilustrado por Mauricio Negro e Vãngri Kaingáng

Depois de recontar belas histórias de amor e de origem das coisas e do universo na concepção tradicional de diversos povos indígenas do Brasil, o escritor e amigo Daniel Munduruku apresenta uma nova antologia:
São histórias que mostram o papel estratégico do medo na construção dos sentidos e na sobrevivência humana. Além da mistura de tinturas naturais com anilinas, que adoto com frequência, também utilizei elementos tridimensionais na confecção das ilustrações. Certas pirogravuras levam sementes, espinhos, palha de milho, folhas, raízes, xaxim de côco, madeira, penugem, casca de fruta ou até pipocas. Licença poética à parte, formas e grafismos foram referenciados pelas respectivas culturas originais. O fotógrafo Miguel Chaves fez, uma vez mais, a captura final das imagens.
SEXTA-FEIRA, 19 JUNHO 2010, ÀS 15H00
Os contos folclóricos, coletados em 2005 e reunidos nesta coletânea, mais do que o esforço de preservação das nossas tradições populares, são peças de raro brilho literário. Alguns encontram ressonância na Índia dos Vedas; outros, no Egito dos faraós. Há, ainda, os que trazem retalhos da mitologia greco-romana ou de narrativas da Bíblia. Portanto, é impossível pôr em dúvida sua “ancianidade veneranda”, como costumava dizer mestre Câmara Cascudo. Diversão para crianças, entretenimento para os adultos após o trabalho, o conto folclórico conserva, também, informações de hábitos, costumes, ritos e mitos aparentemente desaparecidos ou esquecidos.