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sexta-feira, 18 de maio de 2012
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terça-feira, 17 de abril de 2012
ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA EM BOGOTÁ

O Brasil é o país homenageado na 25ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, uma das maiores do gênero na América Latina, cuja abertura oficial aconteceu hoje (16/04/2012). É uma oportunidade singular ser homenageado nas bodas de prata do evento mais importante da Colômbia. Abre-se assim a janela editorial brasileira aos países da Bacia Amazônica, América Central e Caribe. Na programação do evento, entre outras atividades, consta o fig.02 Congresso Internacional de Ilustração, que oferece ao público uma mostra temática que reúne obras de 12 ilustradores brasileiros. Tenho o privilégio de participar com duas imagens, e a alegria de figurar ao lado dos ilustres colegas Alarcão, Kako, Casal, Alê Abreu, Guilherme Kramer, Leo Gibran, João Pinheiro, Zé Otávio, Zimbres, Carlos Araújo e Weberson Santiago. A mostra foi batizada de O imprevisível da arte gráfica brasileira, que será o mote para a palestra do ilustrador brasileiro Roger Mello, no dia 19/04, às 11:20.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
NEGRO NO ÁGUA BRANCA: PÓS-OFICINA
Crianças de perfis e idades diferentes botoram a mão na massa no domingo. Gostei de encontrar alguns amigos e colegas ilustres, que estiveram por lá com seus filhotes para participar da oficina.
Todos foram receptivos e, sob à sombra e benção das árvores do Água Branca, talvez pintassem por toda a tarde se pudessem. E só na base do bate-papo, arte e natureza, fruição sincera e compartilhamento.
Dei uma palhinha leve sobre o povo Munduruku, focando na questão do sagrado e na percepção deles sobre a vida. Expliquei que esse povo guerreiro hoje enfrenta adversários poderosos como a usina hidrelétrica de Teles Pires. Que é uma ameaça às sete cachoeiras sagradas do povo Munduruku, onde mora a mãe de todos os peixes. Aonde, sob as àguas, vão todos os Munduruku depois de morrer. Patrimônio intangível e natural desse povo. Bem como para os Apiaká e Kayabi. Obra já iniciada, de forma controversa e arbitrária, que está sob processo jurídico movido pelo Ministério Público.
Para os Munduruku aquelas águas, quedas e lugares são templos sagrados. Destruí-los é como por abaixo uma igreja, uma sinagoga ou qualquer monumento público tombado. Puxei daí o mote para as pinturas da criançada, propondo que retratassem o que era sagrado e intocável para elas. Ganhei de presente algumas obras-frutos e espero ter dispersado algumas sementes.
Todos foram receptivos e, sob à sombra e benção das árvores do Água Branca, talvez pintassem por toda a tarde se pudessem. E só na base do bate-papo, arte e natureza, fruição sincera e compartilhamento.
Dei uma palhinha leve sobre o povo Munduruku, focando na questão do sagrado e na percepção deles sobre a vida. Expliquei que esse povo guerreiro hoje enfrenta adversários poderosos como a usina hidrelétrica de Teles Pires. Que é uma ameaça às sete cachoeiras sagradas do povo Munduruku, onde mora a mãe de todos os peixes. Aonde, sob as àguas, vão todos os Munduruku depois de morrer. Patrimônio intangível e natural desse povo. Bem como para os Apiaká e Kayabi. Obra já iniciada, de forma controversa e arbitrária, que está sob processo jurídico movido pelo Ministério Público.
Para os Munduruku aquelas águas, quedas e lugares são templos sagrados. Destruí-los é como por abaixo uma igreja, uma sinagoga ou qualquer monumento público tombado. Puxei daí o mote para as pinturas da criançada, propondo que retratassem o que era sagrado e intocável para elas. Ganhei de presente algumas obras-frutos e espero ter dispersado algumas sementes.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
NEGRO NO BRANCA: OFICINA MUNDURUKU II
Já está rolando e deu na Folhinha. Índios brasileiros que se dedicam à literatura participam do projeto OCA DI VERSOS no Parque da Água Branca (R. Ministro Godói, 180, Perdizes), zona oeste de São Paulo. A curadora Deborah Goldemberg detalha aqui a programação, que inclui palestras e oficinas sobre as características culturais de diferentes etnias como Guarani, Pataxó, Munduruku, Pankaruru e Kaingang. Daniel Munduruku estará no próximo sábado, às 11:00, para um bate-papo sobre o MUNDO MUNDURUKU.
No domingo, no mesmo horário, cuidarei da oficina de ilustração MUNDO MUNDURUKU II. O material básico de suporte será fornecido gratuitamente aos interessados, que poderão ainda coletar elementos dispersos pelo parque para elaborar suas imagens. Compareçam!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA NO EXTERIOR

Na programação do ILUSTRABRASIL!8 os ilustradores brasileiros Catani e Kako, sob minha mediação, generosamente compartilharão suas respectivas desventuras, vitórias e dificuldades de ordem logística, artística, mercadológica, cultural e burocrática, no trato com a demanda estrangeira de ilustração, em especial, francesa e norte-americana.
Catani é autor, ilustrador de livros infantis e arquiteto de formação. Trabalhou em desenho animado nos estúdios da Disney Animation / France e atualmente realiza trabalhos para o Brasil e para a França – país onde viveu por 9 anos – em publicidade, design, criação, direção artística e ilustração. Juntamente com Jean e Jeanine Guion tem se dedicado nos últimos 20 anos a desenvolver a Série de "Ralette et ces Amis", parte integrante da coleção Biblioteca de Ratus.
Kako trabalha com ilustrações publicitárias e editoriais dentro e fora do país. No mercado internacional tem como principais clientes: Nike, Sony Music, ESPN, Playboy, Fortune, The Washington Post, entre outros. Já teve seu trabalhos reconhecidos em anuários como Communication Arts, Society of Illustrators NY, SPD, Illustration Now!, 3x3, Archive 200 Best Illustrators Worldwide e New Illustrators File. Vive e trabalha em São Paulo.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
ILUSTRABRASIL!8 E LIBERDADE AOS PASSARINHOS
Chega a São Paulo a oitava edição do mais importante fórum para a discussão sobre o desenho publicado no Brasil. Em breve, todas as informações sobre os artistas convidados e a programação completa estarão disponíveis no endereço oficial. Aqui estão os convites para a abertura do evento na próxima terça-feira, lá na Matilha Cultural. Mais uma vez, além da exposição propriamente dita, estão previstas uma série de palestras, mesas e oficinas.
Também participo da mostra temática paralela – PASSARINHO NA GAIOLA NÃO CANTA, LAMENTA – mais uma realização da SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil), da Matilha Cultural e da ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais). Com o apoio do AVISTAR BRASIL (Encontro Brasileiro de Observação de Aves), da Casa do Artista e da Faber-Castell.
http://youtu.be/4ZHQmMLw-C4
Matilha Cultural
Rua Rêgo Freitas, 542
CEP 01220-010 São Paulo - SP
(0xx) 11 3256.2636
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
VENHA ASSOPRAR 120 VELINHAS COM O LOYOLA!

Alto lá, não me entendam mal! Na próxima segunda-feira, 31/10/2011, a Global Editora convida a todos para uma noite de dupla atração: o lançamento do livro ACORDEI EM WOODSTOCK: VIAGENS, MEMÓRIAS, PERPLEXIDADES, de Ignácio de Loyola Brandão e para a celebração dos 120 anos do belíssimo palacete Ramos de Azevedo, moradia do arquiteto responsável pelo Teatro Municipal de São Paulo, Escola Politécnica, Palácio das Indústrias, Museu Casa das Rosas, Pinacoteca do Estado, Mercado Municipal de São Paulo, o prédio da Faculdade de Medicina da USP, entre outras tantas obras marcantes desta metrópole.
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NOITE DE AUTÓGRAFOS: ACORDEI EM WOODSTOCK,
de Ignácio de Loyola Brandão
120 ANOS DO CASARÃO RAMOS DE AZEVEDO, sede da Global Editora
31 DE OUTUBRO, SEGUNDA-FEIRA, NOS JARDINS DO CASARÃO
A PARTIR DAS 19H00
RUA PIRAPITINGUI, 111
LIBERDADE SÃO PAULO SP
* RSVP com Eliza, pelo telefone (11) 3277-7999 ramal 274
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SOBRE O LIVRO
No projeto gráfico de capa ousamos uma releitura do célebre cartaz desenhado por Alnold Skolnick em 1969, pelo qual o artista recebeu na ocasião um módico cheque de 15 dólares. Sobre o festival o que mais é preciso dizer? Seus ecos míticos reverberam até hoje. E serviram de mote involuntário para um texto inusitado do Loyola. Já na apresentação, Loyola dá indícios do que o leitor encontrará pela frente: “Relato de viagem antiliterário, despretensioso. Apreensão de momentos, fragmentos, anotações do dia a dia, memórias afetivas interligadas, brincadeiras, recordações particulares, lugares ligando-se a leituras ou filmes”.

Em 2000, último ano do século XX, o autor partiu com a mulher e um casal de primos para uma viagem à Nova Inglaterra. Além de desejarem conhecer aquele pedaço dos Estados Unidos considerado o maior reduto de escritores clássicos por quilômetro quadrado, os forasteiros, sobretudo Loyola, foram em busca de Woodstock. Tinham em mente a imagem mítica do histórico festival em que rolou, sob a bandeira da paz e do amor, muito sexo, muitas drogas e muito rock and roll.
Não há como negar. A cidade de Woodstock, sede do condado de Windsor, no Estado de Vermont, é uma localidade aprazível, e foram dias de fascínio e deslumbramento imaginando, em cada lugar, o que teria acontecido ali durante o famoso festival de música realizado em 1969. E então os animados turistas fazem uma descoberta surpreendente e engraçada.
Mas este é um livro de muitas viagens, sequências inesperadas, umas dentro das outras, onde Loyola fala de cinema (e dos escândalos), de literatura, dos mitos que fizeram sua cabeça como Fellini, Scott Fitzgerald, Hemingway, Melville, James Dean, Steinbeck, Salinger, Lana Turner, Ava Gardner, Bob Fosse, revive a infância quando foi Capitão Ahab caçando Moby Dick, foi pirata e Tarzan. Viagem, memória, imaginação, perplexidades, um retrato dos EUA e dos dias de hoje com humor e uma visão desconcertante. E há a incrível trajetória de Charles Fawcet, playboy, gigolô ou herói? Quem foi Fawcet, o gerente da Via Veneto?
SOBRE O CASARÃO
Na década de 1980, Luiz Alves Junior, proprietário da Global Editora, pensou em adquirir uma nova sede para abrigar sua empresa. Sempre preocupado em valorizar o trabalho dos brasileiros, assim como faz com os autores que publica, queria um imóvel que tivesse alguma ligação com a história da cidade. Depois de muita procura encontrou no número 111 da Rua Pirapitingui, bairro da Liberdade, um palacete construído pelo laureado arquiteto Ramos de Azevedo, e que fora sua residência, desde sua construção em 1891 até 1928, ano de sua morte.
O casarão assobradado de 922 m2, construído num terreno de pouco mais de 2,5 mil m2, segue um estilo tipicamente francês do século XIX, do qual Ramos de Azevedo foi um dos maiores divulgadores. Até 1979 o casarão foi ocupado pela neta do arquiteto e em 1983 foi doado à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, à Fundação Antônio Prudente e à Cruzada Pró-infância. Dois anos depois, foi tombado pelo Condephaat e pela Prefeitura, mantendo-se desocupado até 1989 e em acelerado processo de deterioração.Nesse meio-tempo – mais precisamente em 1986 –, a Global Editora deu início às negociações para aquisição do imóvel, a qual foi concretizada dois anos mais tarde. Desde então, com recursos próprios, desenvolveu um amplo projeto de revitalização e restauro, ininterrupto, do espaço. Em julho de 1995, com a conclusão de aproximadamente um terço da restauração, a Global Editora se instalou no casarão, onde permanece até hoje, realizando, enfim, o sonho de Luiz Alves Junior. Neste ano de 2011, o casarão da Rua Pirapitingui completa 120 anos e, graças ao tratamento que tem recebido de seus atuais proprietários, permanecerá altivamente de pé por mais alguns anos, como patrimônio da história da cidade de São Paulo. Confira as fotos aqui.
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